<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630</id><updated>2012-02-13T06:22:08.104-08:00</updated><category term='palahaçada'/><category term='justiça'/><category term='verão fúria nojo barata inseto humor'/><category term='Oi'/><category term='fúria beleza consumo'/><category term='&quot;vergonha alheia&quot; fúria mulheres'/><category term='&quot;ano novo&quot; festas virada'/><category term='crônicas espanto histórias'/><category term='consumidor'/><category term='ecletismo personalidade mercado música arte filmes literatura'/><category term='solidão introspecção fúria bauman sociedade'/><category term='fúria sociedade virtual crítica twitter'/><category term='abstinência som internet web vício'/><category term='filme som fúria cinema'/><category term='fúria som natal'/><category term='morte palavras lembrança homenagem dor'/><category term='&quot;moacyr scliar&quot; imortal literatura morte'/><category term='fúria universidade internet mundo virtual'/><category term='silêncio som fúria'/><category term='bullying &quot;rodeio das gordas&quot; &quot;unesp&quot; preconceito vergonha'/><category term='fúria'/><category term='direitos'/><category term='consumo fúria universidade'/><category term='&quot;dia dos namorados&quot; amor perfeição fúria som silêncio'/><category term='fúria &quot;mundo virtual&quot; realidade &quot;mundo real&quot; som caos'/><title type='text'>Muito Som e Pouca Fúria</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-8336494095616724050</id><published>2011-12-30T12:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T12:28:56.781-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;ano novo&quot; festas virada'/><title type='text'>Um final e um (re)começo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1s2Q5OQPirU/Tv4fAgXupiI/AAAAAAAAAFs/e7-eQ5eDeVU/s1600/amanhecer.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1s2Q5OQPirU/Tv4fAgXupiI/AAAAAAAAAFs/e7-eQ5eDeVU/s320/amanhecer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692021072592807458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa aconteceu em 2011. Vida transbordando, a morte pregando suas peças, realizações imensuráveis, coisas bobas que eu deixei de fazer, aprendizados valiosos, mancadas irrepetíveis. Novos amigos surgiram e se tornaram essenciais, velhos amigos permaneceram mais necessários do que nunca. E outros se foram, assim como os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo que já se foi, restam apenas duas coisas: a lembrança e a lição. Do ano de 2011, só guardo as coisas boas que aconteceram. E só tenho a agradecer a dádiva/bênção/alegria/sorte de ter vivido esses dias com saúde e em meio às pessoas que amo. E por ter aprendido um bocado com as novas experiências e desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ano que vem, concentro os meus desejos em apenas uma palavra: evolução. Que cada um possa crescer a sua maneira. Se desenvolver, aparecer, fazer a diferença não apenas a si mesmo, mas para todos com os quais convive e compartilha a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque só evoluindo poderemos nos tornar melhores. Mais responsáveis, sustentáveis, mais pacientes, mais tolerantes, mais sensíveis, preocupados, mais leves... Enfim, mais humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cada um possa fazer sua parte em 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-8336494095616724050?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/8336494095616724050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=8336494095616724050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/8336494095616724050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/8336494095616724050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2011/12/um-final-e-um-recomeco.html' title='Um final e um (re)começo'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1s2Q5OQPirU/Tv4fAgXupiI/AAAAAAAAAFs/e7-eQ5eDeVU/s72-c/amanhecer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-5824725106756664686</id><published>2011-10-04T15:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T15:56:20.293-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte palavras lembrança homenagem dor'/><title type='text'>Quando somem as palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-aYrlQorsPf0/TouOY1WXA5I/AAAAAAAAAFk/soV1xWqNjrE/s1600/silencio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-aYrlQorsPf0/TouOY1WXA5I/AAAAAAAAAFk/soV1xWqNjrE/s320/silencio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659773914010026898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca imaginei que, diante da perplexidade da morte, ficaria sem palavras. Foram mais de dez dias em que nenhum verbo, pronome, substantivo ou adjetivo foram capazes de falar por mim. Invadiu-me, de súbito, um silêncio. Hoje entendo que é ele quem expressa muito mais do que qualquer texto seria capaz de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste silêncio sem murmúrios que escondi toda a minha dor. Creio que nunca foi tão intensa, indomável, profunda. Uma dor que sintetiza todas as dores numa só, e por isso afoga, engasga, ensurdece. Uma dor que ainda encontro, vez em quando, e que parece já fazer parte do que sou. No meu silêncio grita a ausência daquilo que podia ter sido e não foi. No meu silêncio habita uma saudade incurável, um inconformismo vão, as milhões de frases que eu queria ter dito e não disse. Toma conta do meu silêncio, as pouquinhos, uma imagem bonita e singela chamada lembrança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica são as lições, os exemplos e os conselhos, mostrando que muito ainda permanece. Esse muito inclui sua infinita bondade e humildade, sua simplicidade, descontração e até seu jeito desconfiado e às vezes pessimista de encarar as coisas. Esse muito é a sua ausência sentida a todo o momento. Seu jeitinho especial de falar, seus neologismos e expressões únicas, seus ditados e suas cantorias fazem a cada dia mais falta. Seus preceitos e suas lições de dignidade e retidão, que contribuíram para que eu me tornasse o ser humano que sou hoje, continuam ecoando aqui na Terra. Ainda assim, dói demais saber que o final, ainda que sabido, é sempre imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte chega, derradeira, mas nunca estamos preparados para ela. O tempo nunca é suficiente, uma vida nunca é suficiente para tudo que almejamos. A única certeza da vida causa espanto, é enigma que ninguém é capaz de resolver. Por isso talvez seja melhor compreendê-la como um mistério e dizer um adeus acompanhado de uma grande interrogação. Afinal, o que consola é essa possibilidade de nos encontrarmos novamente – em outras vidas, outras dimensões – para poder dizer novamente eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha avó Dorli Manoela Braun.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-5824725106756664686?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/5824725106756664686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=5824725106756664686' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5824725106756664686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5824725106756664686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2011/10/quando-somem-as-palavras.html' title='Quando somem as palavras'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aYrlQorsPf0/TouOY1WXA5I/AAAAAAAAAFk/soV1xWqNjrE/s72-c/silencio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-9133248713764151756</id><published>2011-03-01T10:37:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T10:41:18.933-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;moacyr scliar&quot; imortal literatura morte'/><title type='text'>O dia em que conheci alguém que nunca morreria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-N2ApjrCk2vI/TW09I9AJihI/AAAAAAAAAFY/iekfNp_vsts/s1600/Moacyr%2BScliar%255B5%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-N2ApjrCk2vI/TW09I9AJihI/AAAAAAAAAFY/iekfNp_vsts/s320/Moacyr%2BScliar%255B5%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579182737405348370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era verão. Final de semana. Tinha sol. O mar convidava os cidadãos da orla a se refrescar. Em Imbé era dia de feira do livro. Enquanto muitos, talvez sem saber, talvez sem querer, seguiam suas vidas numa tarde típica de veraneio no litoral norte – tomando banho de sol, de mar, comendo um crepe, fazendo compras, enfim – a programação do meu fim de tarde era, finalmente, conhecer o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Imortal&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos fomos eu, meu irmão e a priminha de 6 anos de idade, que fizemos - com a mágica das palavras - ficar louca de vontade de conhecer o “Moa”, um senhor que escrevia livros muito legais e não morreria nunca. O brilho nos olhos da criança e a atenção que ela dispensou a sua fala escondiam a curiosidade infantil de quem tenta compreender esse mundo caótico, onde muitas vezes os livros e histórias ficam de escanteio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a beira da lagoa, perto da ponte, debaixo de uma lona de circo castigada, em companhia de umas poucas pessoas, que pela primeira vez vi e ouvi Moacyr Scliar. Vi e me encantei com sua simplicidade, singeleza, carisma, mas acima de tudo, com seu dom. Entendi ali todos os sentidos que poderíamos atribuir a sua imortalidade e o quanto isso era intrínseco a sua pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi há tempos atrás. E eu, que já gostava muito do escritor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A guerra no Bom Fim&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Exército de um Homem Só&lt;/span&gt;, com o passar do tempo me surpreendi com a literatura fantástica que conseguiu tornar tão palpável a história de um homem que já foi centauro (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O centauro no jardim&lt;/span&gt;) e com a imaginação fascinante de quem narrou detalhadamente as peripécias da mulher feia que teria escrito a bíblia (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A mulher que escreveu a Bíblia&lt;/span&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que já admirava o escritor e cronista, passei a admirar também o grande homem por detrás das palavras. Imortal por sua obra, mas principalmente pelo ser humano exemplar que sempre foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moacyr Scliar&lt;br /&gt;☼ 23/03/1937   + 27/02/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-9133248713764151756?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/9133248713764151756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=9133248713764151756' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/9133248713764151756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/9133248713764151756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2011/03/o-dia-em-que-conheci-alguem-que-nunca.html' title='O dia em que conheci alguém que nunca morreria'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-N2ApjrCk2vI/TW09I9AJihI/AAAAAAAAAFY/iekfNp_vsts/s72-c/Moacyr%2BScliar%255B5%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-2505267067638665457</id><published>2010-11-09T15:52:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T15:55:36.206-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bullying &quot;rodeio das gordas&quot; &quot;unesp&quot; preconceito vergonha'/><title type='text'>Vale quanto pesa? A estética da magreza e o “Rodeio das Gordas”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TNne4UfXCbI/AAAAAAAAAFE/DO41h71AHzA/s1600/gordinha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TNne4UfXCbI/AAAAAAAAAFE/DO41h71AHzA/s320/gordinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537702275983018418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas, imaginem a cena: você está caminhando tranquilamente pelo campus da universidade onde estuda, quando é abordada por um rapaz – bem vestido, boa pinta, provavelmente estudante, como você – que inicia um papo trivial. Você continua caminhando, meio intrigada com a abordagem, mas não quer ser indelicada com o cara, que continua te seguindo e tentando manter uma conversa. Em alguns segundos, esse mesmo cara literalmente pula e “monta” em cima de você como se fosse um animal. Os amigos dele aparecem gritando e cronometrando quantos segundos ele conseguirá dominá-la, enquanto, naturalmente, você grita e tenta se desvencilhar da criatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ãh? Cena bizarra? Improvável? Bem-vindas ao ambiente universitário brasileiro, berço de futuros e competentes profissionais das mais diversas áreas. A criativa “brincadeira” surgiu na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O alvo são mulheres acima do peso. O chamado “Rodeio das gordas” ganhou repercussão nacional na última semana. Segundo reportagem do G1, “ao menos 50 estudantes participaram do jogo”. Os agressores utilizavam uma comunidade no Orkut para incentivar que os estudantes cronometrassem o tempo que mantinham a garota presa e para sugerir premiações para quem ficasse mais tempo sobre as meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade ainda está no ar e em plena atividade. A descrição é nojenta: “Ora, não quer ser objeto de brincadeira no rodeio? Pare de comer que nem uma vaca e emagreça!”. As comunidades relacionadas são repulsivas: “Penetração corretiva – lésbicas”, “Contra o voto feminino”, “Eu espanco mulheres”, “A mulher é inferior ao homem”, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por coincidência, pouco antes de me deparar com essa notícia terrível, li alguns textos da jornalista &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI63840-15230,00-ARQUIVO+ELIANE+BRUM.html"&gt;Eliane Brum&lt;/a&gt; que falavam - de uma maneira sensível e inteligente - justamente sobre esse preconceito da sociedade com os gordos. Ela se pergunta: “qual é o nosso problema com os gordos? Por que muitos acham as gordas (e os gordos) repugnantes?(...) Segundo o senso comum, além de feios e preguiçosos, gordos também teriam falhas de caráter. E, como tudo, para as mulheres acima do peso é ainda pior. Neste mundo em que se compram peitos, bocas e bundas no crediário, soa imperdoável não arrancar a gordura à faca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo texto, Eliane diz que “os gordos parecem ser os leprosos do nosso tempo”. Quando me deparo com episódios como esse e com outros acontecimentos do dia a dia, começo a pensar que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que relacionamos gordura com feiúra? Ou com doença? Conheço muita gente magra com altos índices de colesterol. Conheço muita gente gorda linda por dentro e por fora. Mas, como relembra Eliane, “Se você não disse ou pensou, já ouviu alguém dizer: ‘olha que gorda nojenta!’”. Gordo virou sinônimo de xingamento, ofensa. Basta lembrar que quando alguma celebridade engorda alguns quilos é motivo de críticas, chacota e vira notícia na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante da nossa sociedade é que além de impor padrões e criar mecanismos de exclusão para aqueles que não se encaixam é o fato de não admitir mesmo aqueles que se aceitam e convivem bem com a diferença. Mesmo as mulheres independentes, bem-resolvidas, com a auto-estima em dia e felizes com seu tamanho extra-large acabam rendendo-se ao sistema que garante que algo está errado. Felicidade não pode combinar com quilos a mais no manequim. E mesmo as pobres mortais que (ainda) estão com o corpo nos conformes são bombardeadas com reportagens sobre dietas, conversas sobre dietas, produtos light e diet e a certeza que é “natural” desejar ser magro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com vergonha pelo que os acadêmicos da Unesp fizeram e com pena das meninas que tiveram que passar por isso. Mas o episódio vem em boa hora para repensarmos um pouco nossos próprios preconceitos e o modo como cultuamos a magreza em nosso tempo. Para quem achava que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt; era coisa de escola primária, os marmanjos universitários provaram que maldade, preconceito e discriminação existem em todas as fases da vida. Mas provaram, principalmente, que a crueldade humana não tem limites.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-2505267067638665457?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/2505267067638665457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=2505267067638665457' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2505267067638665457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2505267067638665457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/11/vale-quanto-pesa-estetica-da-magreza-e.html' title='Vale quanto pesa? A estética da magreza e o “Rodeio das Gordas”'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TNne4UfXCbI/AAAAAAAAAFE/DO41h71AHzA/s72-c/gordinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-4074616999826321627</id><published>2010-09-13T18:42:00.001-07:00</published><updated>2010-09-13T18:59:57.205-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;vergonha alheia&quot; fúria mulheres'/><title type='text'>Vergonha alheia? Eu tenho.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TI7TN9c4AvI/AAAAAAAAAE8/4bP0LyCLMrY/s1600/entrevista+justin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TI7TN9c4AvI/AAAAAAAAAE8/4bP0LyCLMrY/s320/entrevista+justin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516578830362870514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece quando se encontram um pré-adolescente arrogante metido a garanhão que só sabe falar em inglês com um exemplar típico da mulher brasileira burra e sensual que mal sabe falar português? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está em um vídeo com mais de 680 mil visualizações em duas semanas, onde a brasileira Sabrina Sato entrevista Justin Bieber, o fenômeno (?) teen que ainda nem mudou de voz, mas já sabe muito bem ser estúpido e grosseiro. Para quem não lembra da “apresentadora” do Pânico na TV e ex- BBB, cabe ressaltar que até hoje seu maior talento consiste em exibir seu corpo e sua ausência de cérebro em horário nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o vídeo muito mais triste do que engraçado e o maior sentimento que os 11min de interação entre o moleque, a gostosa e a intérprete me provocaram foi o de “vergonha alheia”. A começar pelos trajes sumários da apresentadora, que por pouco não fez top-less no final da entrevista. Além disso, vale destacar sua reação quase-retardada quando viu o menino pela primeira vez e a sua insistência em não “utilizar” a tradutora e ler as perguntas com um inglês tão tosco que até minha prima de 8 anos, que nunca estudou o idioma, seria capaz de superar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok , o menino é uma estrelinha com muita fama e nada de maturidade, mas ser humilhada e continuar rindo e achando tudo “fofo” e divertido é um pouco demais para a minha compreensão. Fiquei com vergonha de ser brasileira e de ser mulher. Mas, pior do que isso, fiquei com vergonha maior por saber que esse programa vai ao ar toda a semana repetindo a mesma fórmula e não causa estranhamento. A gostosa-burra que faz rir está naturalizada e justificada na nossa sociedade porque afinal, ela está ganhando MUITO dinheiro para desempenhar esse papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contracheque no final do mês é a carta de alforria que justifica tudo. Seria a Sabrina Sato burra, ou burras seríamos nós, mulheres que trabalham o mês inteiro e precisam de alguns anos para juntar a quantia que a apresentadora fatura em minutos? Sim, ela trabalha honestamente. Ela não faz mal a ninguém. E tem a liberdade de utilizar o seu corpo para aquilo que bem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esquecemos é que isso deixa de ser um problema pessoal a partir do momento em que essas mulheres se transformam em figuras públicas. Pergunte às meninas em idade escolar o que elas querem ser quando crescerem e ouvirá em coro: modelo, atriz, cantora, apresentadora. Afinal, para isso não é necessário estudar, e aí estão Sabrina Sato e tantas outras mulheres-fruta para confirmar o que eu digo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o dinheiro justifica tudo? Parece que hoje em dia vale mais a pena malhar e fazer chapinha do que trabalhar em qualquer profissão que exija o uso do cérebro ou outras habilidades além de rebolar. “Eu podia estar roubando, eu podia estar matando...” mas estou prostituindo a minha dignidade por uns trocados. E viva! Viva a liberdade que as mulheres tanto lutaram para conquistar transformada em comédia de mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não viu o vídeo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JWVQja77mKg"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-4074616999826321627?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/4074616999826321627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=4074616999826321627' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/4074616999826321627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/4074616999826321627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/09/vergonha-alheia-eu-tenho.html' title='Vergonha alheia? Eu tenho.'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TI7TN9c4AvI/AAAAAAAAAE8/4bP0LyCLMrY/s72-c/entrevista+justin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-2478543846257921018</id><published>2010-08-23T18:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T19:24:34.538-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria beleza consumo'/><title type='text'>Hoje o silicone, amanhã as covinhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/THMot7mqLMI/AAAAAAAAAEs/ZNzU_Tp0Rqo/s1600/cirurgia-plastica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 384px; height: 277px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/THMot7mqLMI/AAAAAAAAAEs/ZNzU_Tp0Rqo/s320/cirurgia-plastica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508791538763312322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furinho no queixo, covinhas no sorriso, pernas mais longas, dedos do pé mais curtos. O que antes eram apenas características genéticas de alguns, hoje tornaram-se sonhos de consumo (realizáveis!) de outros. O que a um primeiro olhar pode parecer excêntrico, cresce em popularidade nos Estados Unidos e países da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo. Silicone, lipoescultura e botox não são mais o limite. Aliás, limite é algo que parece não existir na busca por padrões de beleza cada vez mais inalcançáveis. E o que vejo, por todos os lados, é uma vaidade que beira a escravidão, talvez uma ânsia de enquadrar-se que não conhece limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejar que seu pé fosse alguns números maior ou menor me parece natural e plenamente passível de se conviver. Nunca vi alguém ter problemas sociais ou de auto-estima porque seu pé é pequeno ou grande demais. Tampouco alguém deprimido ou inconsolável porque não foi agraciado pela natureza com covinhas quando sorri. E, sejamos sinceros, ninguém até hoje morreu porque seus peitos não se parecem com as da mulher-melão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, um número cada vez maior de pessoas se submete a intervenções cirúrgicas desnecessárias e, porque não dizer, injustificáveis. É claro que cada um pode – e deve – fazer o que bem entender com o seu rico dinheirinho, mas o mínimo de reflexão e senso crítico não faz mal a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço uma menina que gastou o equivalente a um carro popular para fazer algumas “correções” – silicone nos seios, plástica no nariz – e até hoje anda por aí de ônibus todos os dias para ir para o trabalho, ostentando orgulhosas suas novas aquisições. Conheço também uma senhora que trabalha fazendo faxinas aqui no meu bairro que está guardando dinheiro, adivinhem, para aumentar os seios com silicone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aparentemente possa ser encarado como “liberdade de escolha” para alguns, nada mais é do que o mercado mostrando todo o seu poder de uma maneira que considero, no mínimo, cruel. Ficar “mais bonita” (leia-se, enquadrar-se em um padrão estético) tornou-se “um dever disfarçado de privilégio” (Bauman, 2008). &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Invista em você! Você merece sentir-se bem! Você merece ficar mais bonita!&lt;/span&gt; A prioridade é tornar-se, a todo custo, mais atraente – como um produto nas prateleiras dos supermercados, que precisa ser admirado e desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não satisfação das pessoas em relação àquilo que são ou àquilo que tem é uma marca registrada da cultura consumista, que nos estimula a sempre querer mais. Padrões inalcançáveis são criados para que permaneçamos sempre em movimento. Hoje o silicone, amanhã as covinhas no sorriso. E depois de amanhã, certamente algo que você jamais imaginou precisar um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a gente descubra, com o tempo, que aquilo que realmente importa não é visível aos olhos. E não há dinheiro algum que possa comprar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-2478543846257921018?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/2478543846257921018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=2478543846257921018' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2478543846257921018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2478543846257921018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/08/hoje-o-silicone-amanha-as-covinhas.html' title='Hoje o silicone, amanhã as covinhas'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/THMot7mqLMI/AAAAAAAAAEs/ZNzU_Tp0Rqo/s72-c/cirurgia-plastica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-1611404754514740078</id><published>2010-06-15T15:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T18:57:03.942-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;dia dos namorados&quot; amor perfeição fúria som silêncio'/><title type='text'>Por tudo que há de verdadeiro e imperfeito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TBgG_S_kVrI/AAAAAAAAAEU/-rvDyBBlpo4/s1600/url.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 384px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TBgG_S_kVrI/AAAAAAAAAEU/-rvDyBBlpo4/s320/url.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483140230823564978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era alta, esguia. Medidas perfeitas. Ele era um pouco mais alto que ela, forte. Roupas faiscando de novas, olhavam-se perdidos no tempo e no espaço. E eram olhados por todos que ali passavam, com um misto de inveja e contentamento. Formavam um casal perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos jovens e bonitos, uma vida inteira pela frente. Tinham uma espécie de compromisso: estavam juntos até que um deles mudasse de idéia, enquanto novas oportunidades não espreitassem a janela. O que havia era uma combinação, um trato, e não um laço. Algo que existia, mas era leve como o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivavam a arte do desapego, uma vida baseada em infinitos reinícios e esquecimentos. Ela gostava de saber que teria com quem passar o dia dos namorados e para quem comprar um presente, como manda o figurino. Ele gostava de saber que tinha uma opção sempre disponível quando não tivesse nada de mais interessante para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguiam, felizes, com seus sorrisos congelados. De frente um para o outro, seus olhares não se cruzavam. Estavam lado a lado, mas não olhavam na mesma direção. Sabiam que, se fosse preciso, amanhã seria simples esquecer e recomeçar tudo novamente, com outro alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois, como um modelo de perfeição a ser seguido. Capazes de dizer tantas vezes “eu te amo” mas insensíveis para vivenciar ou sentir o verdadeiro significado de uma palavra já tão banalizada. Os dois, como ícones a serem imitados. Tão acostumados a intimidade carnal, aos toques e as vozes, mas incapazes de sentir mais a fundo as nuances dos olhares e do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitavam a mesma vitrine, na loja mais badalada do shopping da cidade. Sua perfeição plástica, seu padrão estético e sua superficialidade muda anunciavam: os sentimentos verdadeiros estavam em falta nas prateleiras neste dia dos namorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer. E não se pode aprender a arte ilusória – inexistente, embora ardentemente desejada – de evitar suas garras e ficar fora de seu caminho. Chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se têm a mínima idéia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai pegar você desprevenido.(Zygmunt Bauman, 2004)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-1611404754514740078?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/1611404754514740078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=1611404754514740078' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1611404754514740078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1611404754514740078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/06/por-tudo-que-ha-de-verdadeiro-e.html' title='Por tudo que há de verdadeiro e imperfeito'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/TBgG_S_kVrI/AAAAAAAAAEU/-rvDyBBlpo4/s72-c/url.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-100119272620946225</id><published>2010-04-07T17:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T18:04:33.253-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria &quot;mundo virtual&quot; realidade &quot;mundo real&quot; som caos'/><title type='text'>Confessionários eletrônicos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S70lhok_YuI/AAAAAAAAAEM/gu0VbhPKCY8/s1600/mundo+virtual.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S70lhok_YuI/AAAAAAAAAEM/gu0VbhPKCY8/s320/mundo+virtual.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457559583201387234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiquei sabendo que um conhecido ficou “muito feliz”, porque tem “só coisa boa pintando” na vida dele. Fiquei sabendo também que poderia acompanhar, se quisesse, o vídeo de uma ecografia no Youtube. Além disso, soube que um amigo está fazendo dois anos no emprego dele, mas, conforme suas palavras, não tem “muito que comemorar”. Para finalizar, recebo a informação de que um colega estava “meio inchado” porque “arrancou um siso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, gente. A internet é muito legal, as redes sociais também, mas vamos combinar: tudo tem o seu limite. Tudo bem publicar e dividir fotos com os amigos ou compartilhar notícias e novidades. Mas acho que estamos perdendo a noção do que é público e do que é privado nessa Era de bombardeio virtual de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançar na rede uma frase dizendo que está feliz e que as coisas estão dando certo, pode até ser encarado como algo inofensivo, inocente até. Mas, aqui há uma linha tênue entre escrever coisas realmente importantes e escrever todos os dias como andam as oscilações do seu humor. Hoje estou feliz. Hoje estou irritado. Hoje estou empolgado. É praticamente a filosofia do Tamagoshi (lembram?) que “apitava” cada vez que queria atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar o vídeo de uma ecografia na internet, na minha opinião, rompe a barreira do bom senso. Anunciar para todos aos quatro ventos que o vídeo está no Youtube, então, é o cúmulo da interatividade confessional.  A criança ainda nem nasceu e sua “imagem” já está disponível para quem quiser ver. Basta um clique para a intimidade de um momento tão especial cair no vazio de uma rede sem critérios, onde vale tudo em nome da interatividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar falando mal do lugar em que trabalha então é, no mínimo, antiético. Num tempo em que empregadores e empregados, chefes e funcionários freqüentam o mesmo ambiente virtual, a informação soa muito mais como “empregocídio” do que como desabafo. &lt;br /&gt;E, para finalizar, sinceramente, prefiro ser poupada da informação sobre detalhes acerca do rosto de meus amigos após sua ida ao dentista. Tem coisas que, definitivamente, o mundo não precisa ficar sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há informação demais em circulação. São desastres demais, futilidades demais, interesse demais na vida alheia para que a gente continue fomentando essa rede de intrigas e fofocas que o mundo virtual acabou se tornando. Muitas ferramentas interessantes da web foram se modificando a tal ponto que perderam a sua identidade ao longo dos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom exemplo disso é o popular Orkut, que nos primórdios tinha como foco principal os fóruns de discussão sobre os mais diversos assuntos. Não vingou. Hoje, os fóruns, ou comunidades, transformaram-se em meras figurinhas nos perfis e quase ninguém mais participa. A atração principal agora são as atualizações dos amigos, as fotos, frases e confissões diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sinal dos tempos e do quanto essas informações confessionais circulam é a credibilidade e o protagonismo que a nossa persona virtual adquire em nossas vidas: um namoro só está consolidado quando o status de ambos os envolvidos é modificado para “namorando” ou a oficialização aparece no Twitter de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais dos tempos? Revolução dos costumes? Vivemos em uma sociedade confessional, onde o ato de expor publicamente o privado foi transformado numa virtude e num dever públicos. Se aconteceu, necessariamente, precisa estar na web no dia seguinte (ou, porque não, no instante seguinte). Na esperança de atrair atenção, reconhecimento ou aprovação, expomos as “atualizações” das nossas vidas usando os melhores recursos (fotos, textos, novidades), muitas vezes nos preocupando mais com o registro do que com o momento em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique feliz se coisas boas estão acontecendo. Compartilhe as imagens da ecografia de sua filha com as pessoas queridas e com a sua família. Fale mal do seu emprego, se quiser. Reclame daquele siso que te incomodou. Mas faça isso de verdade, e não virtualmente. Compartilhe isso com as pessoas que merecem, com as pessoas que verdadeiramente convivem e se importam com você. Viva as emoções que só a interação humana pode proporcionar. E compartilhe. Nada substitui o toque, uma boa conversa, um bom desabafo, umas boas risadas com outro ser humano de verdade. Coisas que a internet não proporciona e estão aí, disponíveis para quem opta por viver no mundo real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-100119272620946225?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/100119272620946225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=100119272620946225' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/100119272620946225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/100119272620946225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/04/confessionarios-eletronicos.html' title='Confessionários eletrônicos'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S70lhok_YuI/AAAAAAAAAEM/gu0VbhPKCY8/s72-c/mundo+virtual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-6681903322043852094</id><published>2010-02-02T17:13:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T17:18:43.229-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verão fúria nojo barata inseto humor'/><title type='text'>Sete saias de filó</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S2jOHHOtGUI/AAAAAAAAAEE/1uXcVDEGXcU/s1600-h/barata.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S2jOHHOtGUI/AAAAAAAAAEE/1uXcVDEGXcU/s320/barata.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433819572017633602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão seria ainda mais delicioso se você não tivesse férias, ar condicionado e morasse em Campo Bom, admita. Como se não bastasse toda essa sorte, um inseto indesejado aparecer repentinamente no meio da sala de estar pode coroar aquilo que alguns chamam de azar, sina ou ainda, motivo urgente para “se benzer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava lá. Enorme. Lustrosa. Anteninhas em constante movimento. Eu, de chinelo em punho. Atenta. Expressões faciais remoendo o nojo só de imaginar o “pléc” que daria matar a indesejável amiga de seis patas. Num primeiro momento, nós duas permanecemos estáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu precisava fazer alguma coisa. Dormir na mesma casa que este ser de patas peludas estava fora de cogitação. Tentei um plano B: pegaria a vassoura e pouparia a vida do bichinho, expulsando ele para o lado de fora da casa. Parecia ser um plano fácil de executar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente 459 vassouradas depois, dois gritos histéricos de nojo e cinco chineladas em vão, a barata continuava fugindo e correndo pelos quatro cantos da sala. A essas alturas minha porção boa samaritana não estava mais ativa e minha necessidade de matá-la brigava com o meu nojo de executar o ato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu precisava fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “a barata diz que tem sete saias de filó”, como garante a canção infantil, só pode ser mesmo mentira da barata. E não é porque “ela tem uma só”, não. É porque quem tem sete vidas parece não ser o gato, mas sim a mentirosa da barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não me senti mais fracassada porque lembrei da bomba atômica. Apelei para o inseticida. Devo ter descarregado pelo menos metade do frasco e nada. A maldita continuava fugindo e se escondeu atrás do sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrotada e com nojo, resignei-me a fechar a porta e lacrar qualquer possibilidade de acesso dela ao meu sagrado quarto de dormir. Tentei me convencer que não era a hora da morte da barata. Vai ver era melhor ir dormir sem ouvir o estalo da morte e do nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma noite inteira sentindo simulações de “patinhas peludas” caminharem pelo meu corpo, chegou a hora de abrir a porta do recinto onde se encontrava a dona barata, no início da manhã. Confesso que hesitei, imaginando que ela pudesse ter passado a noite tramando alguma espécie de vingança, como um voo rasante em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um troféu, lá estava ela. As seis patinhas peludas para o ar. Imóvel. Morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inseticida é uma das melhores invenções da humanidade. Depois do ar condicionado, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-6681903322043852094?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/6681903322043852094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=6681903322043852094' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/6681903322043852094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/6681903322043852094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2010/02/sete-saias-de-filo.html' title='Sete saias de filó'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/S2jOHHOtGUI/AAAAAAAAAEE/1uXcVDEGXcU/s72-c/barata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-4072201145365299018</id><published>2009-12-24T10:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T10:58:54.967-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria som natal'/><title type='text'>Pessimismo Natalino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SzO5S_FDUrI/AAAAAAAAAD8/_Nvc2mYqn84/s1600-h/PESSIMISMO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SzO5S_FDUrI/AAAAAAAAAD8/_Nvc2mYqn84/s320/PESSIMISMO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418878512478245554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xuxa e Roberto Carlos e seus especiais de final de ano. Estradas lotadas rumo ao litoral. Shoppings abarrotados de gente. O Jornal do Almoço anuncia: os estoques da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Barbie As Três Mosqueteiras&lt;/span&gt; acabaram (!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Natal, que era para ser uma coisa boa, consegue me deixar assim, com ares de quem não gosta do Natal. Talvez por ser uma pessimista inveterada, não consiga ver além das bolinhas coloridas e Papais Noéis de barba falsa suando em suas roupas de inverno. Talvez eu devesse apenas ignorar as filas gigantescas em frente as lojas, o trânsito caótico ou a correria desenfreada para comprar presentes. Ou talvez seja eu que esteja interpretando mal o famoso espírito natalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto crianças são cravejadas por agulhas ou jogadas do alto de prédios, alguns políticos andam literalmente enchendo os bolsos – e as cuecas – com o nosso dinheiro. Ainda assim seguimos como se nada estivesse acontecendo, parcelando a felicidade momentânea em 12x sem juros, enchendo as horas e os minutos que faltam com palavras, sons, presentes. Sentindo a obrigação de ser solidário, de amar o próximo e ajudar as pessoas, como se apenas durante essa época mágica pudéssemos fazer alguma coisa para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Take 1: Gravando! Alguém lá, coloca a roupa de Papai Noel e vamos entregar um brinquedinhos na vila. Close nos sorrisos das crianças de dentes cariados. Geral da criançada abrindo os pacotes. Trilha dramática. Pronto. Consciência limpa o resto do ano. Está feito o milagre de Natal.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, mas não deveria. E eu fico estranha, fora de foco. Parece que não me encaixo no meio dessas luzinhas, neve artificial e sorrisos congelados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-4072201145365299018?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/4072201145365299018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=4072201145365299018' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/4072201145365299018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/4072201145365299018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/12/pessimismo-natalino.html' title='Pessimismo Natalino'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SzO5S_FDUrI/AAAAAAAAAD8/_Nvc2mYqn84/s72-c/PESSIMISMO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-7728319133714246173</id><published>2009-11-24T11:59:00.001-08:00</published><updated>2009-11-24T12:05:11.752-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ecletismo personalidade mercado música arte filmes literatura'/><title type='text'>E não me venham com ecletismos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sww7Pt4N9oI/AAAAAAAAAD0/yqW571R9zZg/s1600/musica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sww7Pt4N9oI/AAAAAAAAAD0/yqW571R9zZg/s320/musica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407762393764591234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou eclético”. Quantas vezes você já escutou isso ao indagar alguém sobre as suas preferências? Que tipo de música gosta? Estilo de filme? Livros? Parece que a ordem do dia é gostar de tudo ao mesmo tempo, sem restrições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tempo em que era preciso fazer certas opções: ou uma coisa, ou outra. Não dava para gostar de pagode e punk rock ao mesmo tempo, simplesmente porque, além de ritmos completamente diferentes, estava em jogo uma filosofia musical implícita, que aparentemente permeava seus ouvintes e admiradores. Dizer que era pagodeiro, rockeiro, metaleiro ou punk carregava uma gama de identidades paralelas, assumidas com gosto por aqueles que consumiam não apenas a música e as sensações que ela carrega. Era uma escolha pessoal que, como a maioria das escolhas, exigia discernimento e, porque não, coragem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ecletismo que impera em nosso tempo é simplesmente a solução mais fácil e confortável de assumir todas as identidades possíveis, participar de todos os grupos, ser aceito em todas as tribos, não excluir nada e nem ninguém de seu caminho que, assim como o dia de amanhã, é incerto. Gostar de tudo é se manter no jogo, independente de quem for jogar ou de onde ele vá se realizar. É assumir o papel mais fácil e óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu sociólogo preferido, o Bauman, diz que ter uma identidade fixa é algo cada vez mais mal visto. As identidades não são mais construídas para durar eternamente, elas vão se moldando, se desfazendo e refazendo, como se fossem um atributo momentâneo. Ou seja, posso ser aquilo que você quiser, aquilo que for mais conveniente no momento, aquilo que mais agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, gostar de Ivete Sangalo, Calipso, NX Zero, Joss Stone ou Amy Winehouse significa “ser eclético”. Gostar de ouvir funk e sertanejo “universitário” ou ler Lua Nova, Crepúsculo ou Código Da Vinci significam apenas ouvir e ler o que “todo mundo” está ouvindo e lendo, e por isso, plenamente justificável. Tem que gostar, porque toca em todos os lugares. Tem que ler, para ter assunto com aqueles que já leram ou ainda lerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão de escolha? Ou questão de fazer a escolha que o mercado &lt;strong&gt;quer&lt;/strong&gt; que você faça? Bons tempos aqueles em que a música, a literatura, o cinema – as artes, enfim – eram mais do que produtos nas prateleiras. E que as pessoas tinham uma coisa que anda esquecida e em desuso: &lt;strong&gt;personalidade&lt;/strong&gt;. Mas isso já é outra história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-7728319133714246173?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/7728319133714246173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=7728319133714246173' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7728319133714246173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7728319133714246173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/11/e-nao-me-venham-com-ecletismos.html' title='E não me venham com ecletismos'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sww7Pt4N9oI/AAAAAAAAAD0/yqW571R9zZg/s72-c/musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-7175643594360138825</id><published>2009-10-07T11:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T11:46:30.828-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palahaçada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumidor'/><title type='text'>Oi???</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sszh7cJNc5I/AAAAAAAAADs/a9xiijmpecQ/s1600-h/desespero3-full.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sszh7cJNc5I/AAAAAAAAADs/a9xiijmpecQ/s320/desespero3-full.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389931265338995602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que as pessoas que possuíam uma linha telefônica eram importantes e respeitadas. Nesse tempo – e olha que nem faz tanto tempo assim – não existiam ainda telefones públicos nas ruas e o celular era algo muito, muito distante. Uma das lembranças mais remotas da minha infância remete à casa de meus avós, que eram os únicos do bairro que tinham telefone. Lembro da vizinhança vez ou outra pedindo para fazer alguma ligação. Lembro do aparelho, que era verde água e não tinha botões, mas sim uma roda numérica. Um aparelho inacessível para as crianças. Um aparelho importante, usado apenas para assuntos importantes. Eram pessoas de sorte os meus avós, porque podiam girar a roda numérica do telefone e fazer uma chamada para onde bem entendessem. Devia ser bom ter uma linha telefônica naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as coisas estão bem diferentes, como todos bem sabem. O telefone se popularizou, os orelhões estão por todos os cantos, sem falar nos celulares, que viraram praticamente uma praga urbana. E os donos de linhas telefônicas, que agora as utilizam não apenas para fazer ligações, mas também para acessar a internet, por exemplo, perderam um bem muito precioso: o respeito. Falo do respeito como consumidor de um serviço oferecido pelas companhias telefônicas. Falo dessas grandes corporações, preocupadíssimas com marketing e propaganda, mas tão esquecidas dos seus deveres e, principalmente, dos direitos do seu consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nunca fui tão desrespeitada e tão lesada como consumidora quanto nos últimos meses. Impotente talvez seja a palavra correta. Estou há quatro meses sem acesso a internet devido a um erro da Oi, ex Brasil Telecom. Se fosse um único erro talvez até fosse mais fácil de tolerar. O problema é que os erros vêm se acumulando mês a mês e nenhuma atitude é tomada para resolver o meu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhem a via crucis resumida: &lt;br /&gt;Ato 1: A companhia Oi mudou o meu plano de internet (o qual mantenho há mais de cinco anos) chamado turbo 400 para um serviço chamado Mega turbo que é mais rápido e custa mais que o dobro do preço. Ah, isso tudo sem a minha solicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 2: Ao ligar para o SAC e ser atendida por uma pessoa com intelecto duvidoso, fui informada que o problema estava resolvido e que estava com o meu plano antigo ativo novamente. Resultado: cancelaram a minha internet sem a minha solicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 3: Ligo cinco vezes para o 0800 tentando explicar os problemas causados por eles mesmos. Fui passada para sete ramais diferentes e desligaram na minha cara três vezes ( o que fez com que eu tivesse que recomeçar a ligação do zero). Escutei um musiquinha irritante de espera seis vezes, com o recorde de quatro repetições consecutivas até alguém resolver me atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 4: Quando, finalmente alguém me atende informa que a internet foi mesmo cancelada e agora terei que ser transferida para o setor de vendas para solicitar novamente o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 5: O ramal do setor de vendas nem me atende e ouço uma gravação que diz que não há “porta” disponível para a minha região.Como não há porta se utilizo o serviço há mais de cinco anos e o estava utilizando há algumas horas atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 6: Ligo de novo, escuto a musiquinha irritante de novo, me passam para mais atendentes que obviamente não podem resolver o meu problema e vão me passando adiante até eu cansar de explicar tudo de novo. Dizem que vão deixar meu nome na espera e assim que abrir porta vão me ligar (ou seja, “você vai ficar sem internet até resolvermos devolver seu serviço que NÓS mesmo retiramos sem a sua autorização”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 7: Quase dois meses depois ligam dizendo que abriu uma porta de 2 mega caso eu tenha interesse (por um preço exorbitante). Digo que quero apenas o mesmo serviço que eu já possuía, chamado turbo 400. A atendente diz que neste caso terei que esperar abrir uma porta com esta velocidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 8: os telemarketings da Oi continuam insistindo para que eu contrate um serviço mais caro do que eu já possuía. Sustento que não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 9: Resolvo colocar o caso na justiça. Um técnico de uma empresa terceirizada aparece para medir se é possível instalar o internet de 2 mega, mesmo eu já tendo bradado aos quatro ventos que não quero essa velocidade. Por sorte o rapaz é um conhecido meu que me explica a maracutaia: eles não estão mais fazendo pacotes de velocidades baixas como a que eu tinha. Ele mediu e constatou que NÃO É POSSÍVEL o acesso com a velocidade de 2 mega da minha casa, porque fica muito longe da central. Fez a gentileza de instalar o turbo 400. Parecia estar tudo resolvido, mas a felicidade só durou exatas duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 10: Num sábado no qual precisa finalizar um trabalho de aula e, consequentemente do acesso a internet, a conexão não estava funcionando novamente. Incrédula, parti para o 0800. “Não consta internet instalada na sua linha, senhora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 11: GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 12: Depois de milhares de investidas por telefone, fui até a loja da Oi na minha cidade. A atendente, devidamente acéfala, como manda o padrão, disse que não poderia fazer NADA para me ajudar. Aconselhou eu processar a companhia depois de ouvir a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 13: As contas de telefone destes três meses vieram com valores incorretos. Uma delas cobra pelo serviço Mega turbo no mês em que eu já estava sem conexão. A última cobra uma taxa chamada “infidelidade” no valor de 200 reais. Só pode ser pegadinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato 14: Cá estou eu, há TRÊS MESES sem acesso a internet por um erro da Oi. E nem sinal de resolução. O processo está em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que a sensação de impotência frente ao problema se agrava pelo fato de nenhuma outra operadora oferecer o serviço de internet na minha região. Por eu precisar do acesso a internet para fazer o trabalho freelance de meio turno que executo em casa. E de saber que, se não pagar as contas com valores absurdos que estão sendo cobrados indevidamente, é capaz de cortarem até o telefone.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É por isso que somos terceiro mundo. Não há respeito pelo cidadão e nem pelo consumidor. As grandes corporações se comportam como bem entendem e nós continuamos de mãos atadas. De que vale a minha fúria? Tudo continua igual. Só espero que, ainda que tarde, a justiça não falhe nesse caso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-7175643594360138825?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/7175643594360138825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=7175643594360138825' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7175643594360138825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7175643594360138825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/10/oi.html' title='Oi???'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/Sszh7cJNc5I/AAAAAAAAADs/a9xiijmpecQ/s72-c/desespero3-full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-2379588815599468556</id><published>2009-07-30T09:10:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T09:18:25.578-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abstinência som internet web vício'/><title type='text'>Abstinência</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SnHG9s-NGVI/AAAAAAAAADU/EyTajM-TLY0/s1600-h/abstinencia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SnHG9s-NGVI/AAAAAAAAADU/EyTajM-TLY0/s320/abstinencia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364287394521356626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia foi duro suportar. Mesmo sabendo que não poderia saciar o meu vício, segui a rotina no piloto automático. Cheguei em casa e foi como se tudo estivesse dentro da ordem e da normalidade. Como se a minha dose diária estivesse ali, esperando como sempre. Daí veio o baque. Não tem. Não dá. Hoje vou ter que ficar sem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem difícil. O organismo já está tão acostumado que não se habitua mais sem.Fiquei perdida. Não sabia ao certo o que fazer, para onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas só foram piorando com o passar dos dias. Cada vez sentia mais necessidade. Eu realmente precisava daquilo. Os dias iam passando vazios, até que tive que modificar minha rotina baseada na ausência de algo que eu não sabia quando iria voltar. Parecia que eu estava fora do mundo: desatualizada, careta, incomunicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dias estão se passando e já somam mais de um mês. E é quase inacreditável que eu sobrevivi e continuo sobrevivendo sem acesso a internet em casa. Eu nunca imaginei que essa abstinência poderia ser positiva. Acreditem, ficar sem internet em casa é cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca escrevi tanto e com tanta qualidade e concentração meus artigos da pesquisa como agora. Sem janelinhas de MSN piscando, sem aquela vontade de dar uma espiadinha no Orkut ou verificar os e-mails a toda hora. É infinitamente mais fácil se concentrar quando você não está on-line. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui, finalmente, ler alguns livros de literatura por prazer, coisa que há tempos prometo a mim mesma que farei, mas acabo sempre achando que não sobra tempo. Aliás, recomendo: O centauro no jardim, do Moacyr Scliar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações sociais com a família se intensificaram. Meu irmão - que também ficou órfão do seu vício - e eu fazemos diariamente um momento bate-papo. Passo mais tempo com a minha mãe e conversamos e nos aproximamos mais nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que todas essas maravilhas que a falta da internet me proporciona podem ser mantidas quando a internet voltar. Mas, talvez eu não tivesse percebido o quanto pode ser proveitoso viver a vida sem o regime de escravidão que o mundo virtual nos aprisiona se isso não tivesse acontecido. A gente fica tão enredado na web que não percebe que as fronteiras que separam lazer e trabalho ficam borradas e se torna difícil estabelecer quando começa um e onde termina o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente é escravo da internet. Um escravo satisfeito e feliz com sua condição de escravidão. E este é o pior tipo de servo. Aquele que não se dá conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que não estou pregando um mundo off-line. Todo mundo precisa de internet para o trabalho, para fazer contatos com amigos e se comunicar, além de mais um monte de coisas que não preciso ficar enumerando. Mas devemos ficar alertas para que a angústia de não dar conta de acompanhar o mundo virtual tome conta de nós. Entrar no Twitter, atualizar as fotos dos perfis das redes de relacionamento, atualizar o blog, acessar os e-mails, marcar presença no MSN são atividades corriqueiras para a maioria dos internautas. Mas, se a gente calcular o verdadeiro tempo que dedicamos a isso, e o melhor, o que poderíamos estar fazendo neste tempo, as coisas mudam de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a crise de abstinência passa, sente-se o sabor da libertação. Vale a pena experimentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-2379588815599468556?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/2379588815599468556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=2379588815599468556' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2379588815599468556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/2379588815599468556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/07/abstinencia.html' title='Abstinência'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SnHG9s-NGVI/AAAAAAAAADU/EyTajM-TLY0/s72-c/abstinencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-1956423364791331871</id><published>2009-05-12T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T13:05:39.962-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria sociedade virtual crítica twitter'/><title type='text'>Twitter: what are you doing? Microblog e microtextos para microcérebros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SgnWjLe9V8I/AAAAAAAAADM/NSOfE7a1Qro/s1600-h/twitter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SgnWjLe9V8I/AAAAAAAAADM/NSOfE7a1Qro/s320/twitter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335031133463467970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma espécie de blog, tipo um MSN e com alguns elementos do Orkut. Quando alguém tentava me explicar o que era, afinal, o Twitter, acaba caindo em algum dos comparativos acima. E eu continuava sem entender o porquê de tanta gente se interessar por esta ferramenta. O Twitter está na boca do povo nos últimos meses. Todo mundo têm, quem não tem quer fazer. Outros, como eu, procuram uma utilidade ou um argumento convincente para se render à nova mania virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não encontrei ainda NADA que me convencesse. E olha que eu tentei. Investi algum tempo olhando alguns perfis, clicando nos links, me apropriando da dinâmica da coisa. Até procurei alguns artigos na internet, empenhados em esclarecer o que é e para o que serve. Desisti de fazer o cadastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo alguns tutoriais e matérias que li sobre o assunto, as utilidades do Twitter seriam: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ler notícias seguindo o Twitter de site de notícias, revistas e jornais&lt;br /&gt;(posso ler a notícia completa no site das agências e jornais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para manter-se informado sobre tudo o que seus amigos estão fazendo&lt;br /&gt;(Não tenho interesse em saber quem está tomando banho ou realizando outras atividades de cunho pessoal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mandar micro scraps&lt;br /&gt;(alguém já quebrou esta linha tênue entre público privado num site chamado Orkut. Para os mais reservados existe o MSN)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Divulgar posts do seu blog&lt;br /&gt;(Para quem está acostumado com microposts ler um post inteiro deve ser um suplício!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Divulgar eventos ou comentar palestras e eventos&lt;br /&gt;(Não tenho empresa e não costumo organizar eventos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comentar sobre os outros&lt;br /&gt;(Os outros que também estão no Twitter? Prefiro usar o telefone)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter encontrado todas estas “utilidades”, chego a conclusão que o Twitter se resume a frase que acompanha o logotipo do site: “what are you doing?”. E ponto final.&lt;br /&gt;Com 140 caracteres não dá para escrever muito mais do que isso mesmo. Além disso, é esse tipo de interesse que move outros sites de relacionamento, como o próprio Orkut. O Twitter é só mais uma janela atrativa do navegador que sempre vai estar atualizada, onde sempre teremos um feedbeck para uma microblogagem, sempre teremos uma resposta para algum comentário, sempre teremos amigos on-line e disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a filosofia do “tudo ao mesmo tempo e agora”. Você posta, alguém responde. A rapidez da superficialidade. F5 sempre novo. Não precisa nem pensar muito. Não há espaço para grandes idéias. A palavra chave é síntese. Sintetize seu pensamento, o mundo não tem tempo para divagações. Seus amigos não têm tempo e nem vontade de interpretar mais de 140 caracteres. E nem você tem ânimo, vontade e inspiração de escrever mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, é mais uma página para atualizar todo dia e se sentir culpado nos dias em que não dá tempo de conectar. Mais um site para dedicar algumas horas do dia ou da noite, enquanto a vida está acontecendo lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Segundo uma pesquisa da Nielsen Online, que mede o tráfego da Internet, 60% dos internautas que aderem ao site desistem após um mês de uso. Há uma esperança?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-1956423364791331871?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/1956423364791331871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=1956423364791331871' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1956423364791331871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1956423364791331871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/05/twitter-what-are-you-doing-microblog-e.html' title='Twitter: what are you doing? Microblog e microtextos para microcérebros'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SgnWjLe9V8I/AAAAAAAAADM/NSOfE7a1Qro/s72-c/twitter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-1972335016883743410</id><published>2009-04-18T11:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T11:24:06.867-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio som fúria'/><title type='text'>Silêncio proibido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SeoatsTGxdI/AAAAAAAAADE/YnJCDQT31xo/s1600-h/bibaby.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SeoatsTGxdI/AAAAAAAAADE/YnJCDQT31xo/s320/bibaby.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326098881606763986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente recordar a última vez em que você presenciou um silêncio absoluto. Sem ruídos. Sem sirenes. Sem murmúrios. Difícil de lembrar. Talvez porque estejamos vivendo um mundo cada vez mais ensurdecedor, onde os sons nos atropelam sem aviso prévio.  Em nosso tempo, meditar ou relaxar significa estar com fones de ouvido no volume máximo.&lt;br /&gt;Acredito no poder relaxante e terapêutico da música, mas confesso que fiquei chocada com a notícia que li sobre o protótipo do 'B(I)aby’. Essa magnífica criação nada mais é do que uma cinta que toca músicas para bebês em gestação. O projeto é de um estudante de design canadense. A idéia é “transmitir vibrações para ‘entreter’ o bebê”. Além disso, a cinta, que fica presa a barriga da mãe, “tem microfone para que ela ‘converse’ com o bebê e entrada USB para conexão com tocadores MP3”.&lt;br /&gt;Nem no útero as pessoas podem mais usufruir do silêncio! Imaginem se essa moda pega e os pobres bebês, sem escolha, passem a ouvir música antes mesmo de nascer, a mercê do gosto musical de seus pais.  Eu sinceramente não consigo imaginar o monólogo via microfone que seja necessário entre mãe e filho, tampouco o porquê de colocar uma cinta que toca músicas na barriga para entreter um bebê que ainda nem nasceu.&lt;br /&gt;Segundo o criador da engenhoca, os sons seriam transformados em vibrações, podendo acalmar o bebê e auxiliar no seu desenvolvimento. Ah, tá. Como ninguém pensou nisso antes? Como os bebês até hoje puderam sobreviver sem música na barriga?&lt;br /&gt;O inventor do equipamento, Geof Ramsay, disse ainda ao jornal britânico Daily Mail que o aparelho ajuda a mãe a criar um laço com seu filho antes do nascimento. Como se os laços sanguíneos e os 9 meses dentro da barriga não fossem suficientes para estreitar laços entre mãe e filho.&lt;br /&gt;O que mais me apavora nisso tudo é esta perseguição sonora, onde o silêncio parece cada vez mais raro, e os sons parecem se sobrepor em importância e intensidade em todas as situações.&lt;br /&gt;É claro que o tal 'B(I)aby’ é apenas o protótipo, mas só o fato de alguém ter pensado na sua criação já é, de qualquer modo, assustador. Tornar as crianças que ainda nem nasceram em potenciais consumidoras de uma espécie de iPod fetal parece inconcebível na minha ingênua concepção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-1972335016883743410?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/1972335016883743410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=1972335016883743410' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1972335016883743410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1972335016883743410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2009/04/silencio-proibido.html' title='Silêncio proibido'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SeoatsTGxdI/AAAAAAAAADE/YnJCDQT31xo/s72-c/bibaby.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-3723264005751662822</id><published>2008-12-05T11:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T11:32:56.662-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão introspecção fúria bauman sociedade'/><title type='text'>"A introspecção é uma atitude em extinção"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/STmAYDbytFI/AAAAAAAAACs/GVmGGDlqEck/s1600-h/anima%C3%A7%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/STmAYDbytFI/AAAAAAAAACs/GVmGGDlqEck/s320/anima%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276389589168338002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Em aeroportos e outros espaços públicos, pessoas com telefones celulares equipados com fones de ouvido ficam andando para lá e para cá, falando sozinhas e em voz alta, como esquizofrênicos paranóicos, cegas ao ambiente ao seu redor. A introspecção é uma atitude em extinção. Defrontadas com momentos de solidão em seus carros, na rua ou nos caixas de supermercados, mais e mais pessoas deixam de se entregar aos seus pensamentos para, em vez disso, verificarem as mensagens deixadas no celular em busca de algum fiapo de evidência de que alguém, em algum lugar, possa desejá-las ou precisar delas"&lt;/em&gt;. Andy Hargreaves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos tantos trechos do livro “Identidade”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que me fazem parar para pensar e colocar em ação a minha fúria (talvez não construtiva) acerca da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei muito estranha esta tara inexplicável de algumas pessoas em relação aos seus celulares. Extensões do próprio corpo, os aparelhinhos que permanecem 24h ligados fazem com que seus proprietários estejam também 24h disponíveis para tudo e para todos. Aqueles que não são adeptos frenéticos do celular, certamente já ouviram coisas do tipo: “Para que tem telefone, se nunca atende?”. Como se um pacto permitindo a invasão de privacidade a qualquer momento tivesse sido firmado no ato da compra do acessório, indispensável e vital para alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introspecção é uma atitude em extinção, hoje mais do que nunca. Não há tempo para ela. Todos estão ocupados demais. Sempre há muito que fazer, urgentemente. Além do telefone que toca, o MSN está com as janelinhas piscando, chegou mais um SMS, outro scrap no Orkut. “Eu te mandei um e-mail ontem avisando que não iria”. Como se devêssemos estar o tempo todo on-line e disponíveis. Conectar-se é uma ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os habitantes do mundo líquido moderno mantêm os fones de ouvido no volume máximo, a fim de espantar qualquer ameaça de contato real. Estão sozinhos e náufragos num mar de superficialidades, boiando na infinita rede de relacionamentos simulados aos quais pertencem. Assim, não têm tempo de se conhecer, saber afinal quem realmente são, o que realmente importa, para onde querem ir. Tudo ao mesmo tempo e agora, substituem o mundo real por um simulacro mal feito de felicidade instantânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está doente porque não nos permitimos o simples ato de pensar sobre as coisas que nos rodeiam, nossas vidas, nós mesmos. Estresse, depressão, surto. Estamos sempre no limite. Não nos permitimos mais sequer ficar tristes. As cobranças do mercado buzinam em nossos ouvidos por todos os lados: você PRECISA ser bonita, simpática, querida, boa profissional, uma mãe e filha exemplar, informada, boa amante, divertida, culta, se alimentar bem, fazer exercícios físicos, ter um cabelo sedoso, os peitos no lugar, eliminar a celulite, ser interessante e ainda ter um milhão de amigos. Ufa! Será que sobra tempo para a reflexão no meio de tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um tempo em que a salvação pode ser um celular desligado ou uma rotina off-line. Pode ser um dia sem fones de ouvido. Uma TV desligada. Algumas horas de silêncio. Alguns minutos de contemplação. Uma conversa face a face. Pode ser uma amizade de verdade. Um lágrima igualmente real. Pode ser fechar os olhos e não pensar em nada. Pode ser tudo isso ou tantas outras coisas que a gente quase não se permite mais. Porque não dá tempo, porque a rotina não deixa, ou talvez porque nem saibamos mais o quanto isso pode ser libertador e essencial para a nossa sanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-3723264005751662822?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/3723264005751662822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=3723264005751662822' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/3723264005751662822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/3723264005751662822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/12/introspeco-uma-atitude-em-extino.html' title='&lt;strong&gt;&quot;A introspecção é uma atitude em extinção&quot;...&lt;/strong&gt;'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/STmAYDbytFI/AAAAAAAAACs/GVmGGDlqEck/s72-c/anima%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-7568391709899886794</id><published>2008-10-02T14:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T14:53:41.468-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme som fúria cinema'/><title type='text'>Sobre a cegueira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SOVCuLi-xfI/AAAAAAAAACM/JR_g4_tNDMM/s1600-h/_resized_poster_blindness.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SOVCuLi-xfI/AAAAAAAAACM/JR_g4_tNDMM/s320/_resized_poster_blindness.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252677901538477554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É dessa massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade” José Saramago&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti Ensaio sobre a cegueira, filme de Fernando Meirelles inspirado no livro de Saramago. Assisti e não degluti ainda. Porque este é um filme para ser pensado e não apenas visto. Um filme que não é possível apenas ver e esquecer, ver e seguir como se nada tivesse acontecido. Se alguém sair do cinema do mesmo modo que entrou, sinto dizer, deve já estar cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio sobre a cegueira é um grande filme porque fala ao mesmo tempo sobre a grandeza e a mesquinhez do ser humano. Do quanto podemos ser medíocres, injustos e estúpidos. Do quanto podemos ser fortes, nobres e generosos. Do quanto não temos poder algum sobre as nossas reações em determinadas circunstâncias. Do quanto somos pequenos e egoístas e muito mais fracos do que pensávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha ouvido falar que só somos realmente nós mesmos quando ninguém está olhando. Imagine então um mundo de cegos, onde ninguém vê e tem certeza que não está sendo visto. Agora imagine ser a única pessoa que pode enxergar em meio a este caos e esta desordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura misteriosa e sem nome da mulher do médico parece estar ali para equilibrar a balança. Sozinha ela consegue ser um contraponto para toda a destruição que há em sua volta. A única personagem que enxerga em meio aos cegos, parece ser também a única que vê além daquilo que os olhos normalmente mostram. É ela quem magistralmente consegue manter o equilíbrio e a sanidade. Uma fortaleza que faz com que os espectadores não percam as esperanças. E não falo da esperança de um final feliz, mas a esperança no ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei chocada. Não com as cenas, tampouco com o roteiro. Chocada com o que nós, seres humanos, somos capazes de fazer. Basta subverter a ordem. Uma situação limite. O poder. A humilhação. A patifaria. O abuso. A fome. O desespero. A traição. A canalhice. O maldito instinto de sobrevivência. A asquerosa falta de caráter. Falta de valores. De ética. De humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maior choque, sem dúvidas, é não conseguir imaginar e não saber como reagiria se estivesse imersa nesta massa atingida pela cegueira branca. E de acreditar, fortemente, que preferia ser apenas mais uma dentre os que não enxergam do que ver aquilo que a mulher do médico viu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cegueira reconfortante do dia-a-dia não é branca, mas camufla nossas fraquezas e adia as nossas dores. Nos torna fortes para enfrentar o mundo, que não é do jeito que a gente queria que ele fosse e que não está sob o nosso controle. Parece que tudo fica mais fácil quando a gente não vê certas coisas. Por isso, talvez a maioria simplesmente não queira abrir os olhos. Talvez a gente esteja se transformando mesmo nesta massa de ruindade e indiferença pouco a pouco. Porque tem muita gente por aí que vê, mas já está há muito tempo cego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-7568391709899886794?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/7568391709899886794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=7568391709899886794' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7568391709899886794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7568391709899886794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/10/sobre-cegueira.html' title='Sobre a cegueira'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SOVCuLi-xfI/AAAAAAAAACM/JR_g4_tNDMM/s72-c/_resized_poster_blindness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-7025759958919324683</id><published>2008-08-25T19:54:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T19:13:11.769-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fúria universidade internet mundo virtual'/><title type='text'>Peculiaridades do mundo virtual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SLN0pCh_xSI/AAAAAAAAACE/ekZaAgcYCSs/s1600-h/Foto+Adenor+Gondim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SLN0pCh_xSI/AAAAAAAAACE/ekZaAgcYCSs/s320/Foto+Adenor+Gondim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238659039964939554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sala de pesquisa. Silêncio total. Adentra no ambiente uma colega do semestre passado que eu só descobri existir quando me adicionou no Orkut, há mais ou menos dois meses. Eu nunca tinha conversado com ela nem percebido sua presença nas aulas, por isso demorei um pouco para ligar o nome e foto à pessoa. Mas, quando vi nos amigos em comum vários colegas da Feevale, acabei aceitando o pedido de “amizade virtual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma menina entra na sala e não me dá oi. Sequer olha para minha cara. Está com fones nos ouvidos e a música é tão alta que posso ouvi-la nitidamente. Senta em frente ao computador, enterra os olhos na tela e não menciona sequer uma palavra nas quase duas horas que permanece sentada na cadeira a menos de um metro de distância da minha. Depois, levanta e vai embora. Nem tchau. “Um bom dia para você também, amiga virtual”, penso eu nos meus devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei absurdamente incomodada com este episódio, imaginando cá com os meus botões em que espécie de mundo estamos vivendo e, principalmente, que espécie de relações interpessoais estamos construindo. A pessoa estuda com você mas, em todos os dias de convivência dentro da mesma sala de aula não se manifesta. Daí um belo dia ela veste sua roupa virtual e decide procurar você no Orkut e, mais do que isso, adicionar você como amigo. Depois disso a pessoa real – aquela correspondente a persona virtual que te adicionou – continua não se manifestando, como se não lhe conhecesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que não entendi. Por que cargas d’água essa pessoa me quer na sua lista de amigos se finge não me conhecer quando me vê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi uma pesquisadora de cibercultura dizer – e concordei piamente – que muitos de nós hoje vivem em prol de alimentar nossa persona virtual. Tudo que fazemos deve ser divertido e único e, claro, devidamente registrado com fotos. Você já fotografa os momentos pensando em publicá-los no Orkut depois. Antes, fotografava-se para registrar um momento especial. Hoje, fotografa-se para que este momento pareça especial aos olhos dos outros – mesmo que ele de fato não seja tão especial assim. Quem nunca ouviu a frase infame que diz: “Essa é pro Orkut!” antes do clique?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece estamos nos tornando simulacros de nossa própria realidade. Eu, a Pâmela do “mundo real”, posso levar uma vida medíocre e solitária, a ponto de me considerar auto-suficiente o bastante para não precisar me comunicar o mínimo possível com as pessoas ao meu redor. Em contrapartida, a Pâmela virtual – bem mais bonita, comunicativa e cheia de amigos – é quem definitivamente socializa e convive com os demais ícones e janelinhas piscantes do maravilhoso mundo da web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar triste? Jamais! As pessoas virtuais não sofrem. Tudo superam, tudo podem. Nunca são passadas para trás. Sempre se divertem nos finais de semana. Nunca estão de mau humor. São adoradas pelos amigos. Não tem problemas de qualquer ordem ou espécie. Escolher viver a persona real, como se vê, é para os corajosos. Uma amizade de verdade pode ser perigosa, cheia de sensações, dores, sabores e alegrias. Coisas triviais que só se vive quando deixa o mouse de lado. E nem precisa de internet banda larga para começar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-7025759958919324683?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/7025759958919324683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=7025759958919324683' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7025759958919324683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/7025759958919324683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/08/peculiaridades-do-mundo-virtual.html' title='Peculiaridades do mundo virtual'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QbpDVoW1d0s/SLN0pCh_xSI/AAAAAAAAACE/ekZaAgcYCSs/s72-c/Foto+Adenor+Gondim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-1963155867863434876</id><published>2008-08-14T13:45:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T13:50:09.615-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas espanto histórias'/><title type='text'>Crônica de um espanto</title><content type='html'>Dentro do ônibus, a caminho de casa, a mãe e a criança sacolejam ao ritmo lento de um dia pesado, quente e interminável. O menino estava deitado no colo. Aparentava ter não mais do que cinco ou seis anos de idade.  Observava, atento, a infinidade de tipos humanos a sua volta. A mãe tinha a face fechada e os pensamentos absortos em algo que parecia lhe preocupar. Eles estavam próximos a roleta, e assim todas as pessoas que passavam migravam pelo olhar curioso do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No início do trajeto, embarca no veículo um ser excêntrico, porém invisível aos olhos dos passageiros. Estava ali, mas ninguém via. Aos olhos da criança, uma mistura de medo, alegria e curiosidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os minutos correm, e o menino não consegue tirar os olhos daquela figura quase grotesca. Tamanho magnetismo carrega, que o pequeno não desgruda o olhar um segundo sequer. O homem e sua fantasia de palhaço permanecem absortos no sacolejar do ônibus e nem percebem a presença do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era um palhaço triste aquele, com sua camiseta desbotada e puída, suas calças curtas e sua maquiagem salpicada de suor. Sua face em nada lembrava a alegria dos picadeiros, suas mãos calejadas, suas unhas sujas e seus sapatos gastos pareciam afastar qualquer manifestação de alegria que pudesse vir de seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda assim, o menino continuava mirando, como que a espera que dali saísse um sorriso, uma exclamação. Não satisfeito, o garoto importunou a mãe até que esta também olhasse para o palhaço, consentindo o seu encantamento infantil. A mãe, contrariada, não viu a mesma magia que o menino quando seus olhos encontraram os escombros daquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos os dias ele pegava o mesmo ônibus, após trabalhar sob o sol e sob a chuva, numa das sinaleiras do centro da cidade. Trocava seu sorriso por uns trocados, prostituía a sua arte por algumas moedas de pouco valor. E muitas vezes acabava o dia no bar, investindo aqueles poucos tostões num copo de cachaça. Tudo isso para esquecer a invisibilidade, esquecer o sofrimento, a fome e a vontade de desaparecer de verdade dessa vida sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquele dia o menino enxergou o palhaço por detrás do homem. E após uma piscadela, quase que por acaso, os olhos do palhaço se cruzaram com os do menino. E, naquele infinito segundo, o palhaço invisível deu lugar a um sorriso, que há tempos não habitava aquela triste fantasia. Naquele mesmo segundo – homem, palhaço, menino – fundiram-se todos num olhar de cumplicidade e espanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-1963155867863434876?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/1963155867863434876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=1963155867863434876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1963155867863434876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/1963155867863434876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/08/crnica-de-um-espanto.html' title='Crônica de um espanto'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-5577341135486030655</id><published>2008-08-04T20:09:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T20:30:09.178-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumo fúria universidade'/><title type='text'>Quem tem medo do vestibular?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já faz algum tempo que percebi que a educação virou objeto de consumo, um produto a venda nas prateleiras das universidades, com direito a propaganda – muita propaganda – e preço pré-estipulado. Parece-me que hoje as pessoas não vão ao campus para adquirir conhecimento ou aprender mais sobre a profissão que escolheram. A academia virou passarela onde desfilam os modelitos da estação. Virou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;point&lt;/span&gt; de encontro da galera antes da balada. Virou shopping center e espaço de socialização, onde a última coisa que se faz é abrir os cadernos. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A imagem que as universidades querem vender – e vendem! – é de um lugar bonito, agradável, com pessoas jovens, sorridentes, felizes e lindas. O ensino não importa muito. É só dar uma olhada descompromissada na publicidade de qualquer faculdade particular. Todas mostram grupos de adolescentes em ambientes externos, ao ar livre, com muitas cores e movimento. Sala de aula? Muito chata e monótona para os consumidores de sensações que almejam freqüentar um ambiente descolado e sedutor.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando li a matéria “Aprovação sem dificuldades”, publicada na Zero Hora de hoje, percebi que as coisas continuam tão ruins quanto eu já imaginava. Para testar a facilidade de aprovação em vestibulares de instituições particulares, dois alunos de uma turma de alfabetização (Educação de Jovens e Adultos), se inscreveram em cinco vestibulares de inverno na cidade de Caxias do Sul, a pedido do Jornal Pioneiro. Adivinhem o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O seu Eloir de Camargo, 39 anos e sua esposa Sueli de Oliveira, 32 anos, foram aprovados em todos os exames. Eles estão em fase de alfabetização e todas as provas que fizeram incluíam o teste de redação. A dona Sueli ficou surpresa: “Como pode ser tão fácil passar? Numa das provas eu não sabia nada sobre o tema da redação. Escrevi qualquer coisa e me dei bem”. Não me surpreendo nem um pouco, dona Sueli. Todo mundo se dá bem, é só pagar o boleto em dia no final do mês. E tem mais: todo mundo continua se dando bem depois, o que é ainda mais assustador. Saem formados, como muitos colegas jornalistas com os quais já estudei, sem saber articular uma frase concisa e com sentido. Isso acontece em todos os cursos. Tem gente demais se dando bem nesse mundo, dona Sueli!&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O senhor Mauro Trojan, presidente da mantenedora da FAI (Faculdade dos Imigrantes de Caxias do Sul), uma das instituições na qual o casal fez o vestibular e passou, matou a charada. Segundo ele, o MEC determina que o candidato só não pode tirar zero. Se a pessoa tirou 0,5, por lei, ela tem direito de ser aprovada. Se tiver menos candidatos que vagas a pessoa é classificada. “Não divulgamos a classificação dos candidatos para não discriminar os últimos colocados”, diz ele. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ah, bom! Agora eu entendi! O vestibular é só fachada, uma formalidade necessária, digamos assim. A dona Sueli e o seu Eloir só não vão poder estudar mesmo devido a uma outra formalidade legal, que exige que eles tenham o diploma do Ensino Médio. Outra coisa muito fácil de resolver, tendo dinheiro. Só fazer um supletivo a distância e ser feliz com o curso que bem escolher. A maior dificuldade deve estar mesmo em optar por um curso e por uma das tantas universidade existentes – como produtos atraentes nas prateleiras no supermercado. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eu que já ouvi, com estes ouvidos que a terra há de comer, um amigo dizendo que escolheu estudar na Ulbra porque lá é o lugar onde tem mais “guria gata”, fico desesperançosa quanto ao futuro. Enquanto a sala de aula for um espaço apenas para tomar café, navegar na internet pelo laptop, mexer no celular, receber mensagens, ligações e toques ininterruptamente, nada vai mudar.  Enquanto os professores continuarem fingindo que ensinam e os alunos fingindo que aprendem, as coisas vão ficar mesmo do jeito que estão. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O que garante, afinal, o diploma do Ensino Médio e o ingresso na faculdade? O direito de pagar por um canudo a longo prazo? A possibilidade de freqüentar e desfilar pelo feliz ambiente acadêmico? Se os alunos chegam à universidade com tamanha fragilidade e continuam sua trajetória acadêmica sem maiores percalços, onde está o erro? Pagamos pela titulação mas não recebemos a formação de fato. Que espécie de advogados, jornalistas, administradores, contadores, publicitários, designers, engenheiros, médicos e economistas estamos formando? &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Um bom tema para a redação do próximo vestibular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-5577341135486030655?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/5577341135486030655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=5577341135486030655' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5577341135486030655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5577341135486030655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/08/quem-tem-medo-do-vestibular.html' title='Quem tem medo do vestibular?'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803529770880049630.post-5208766200629362612</id><published>2008-07-29T15:34:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T15:46:21.843-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio som fúria'/><title type='text'>Muito som e pouca fúria</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Acorda de manhã com o despertador, desesperado. Liga o rádio, para se inteirar do que está acontecendo no mundo: previsão do tempo, últimas notícias, resultados do futebol, trânsito. Dirige em silêncio. Ao longo do dia, muitos sons. Ininterruptos sons. Que interpelam, desafiam, invadem. Milhares de nuances sonoras. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aos poucos, comecei a perceber que a gente não tem muito poder sobre o silêncio. Às vezes ele até é mal interpretado. Repudiado. Abominado. O silêncio nos causa desconforto. Mal-estar. Nos acostumamos ao ruído constante que nos ensurdece para a vida. Nem percebemos que estamos surdos – e faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eu percebi – e me assustei – quase por acaso. Foi numa reunião onde assistimos um vídeo com algumas imagens do fotógrafo Ita Kirsch. A apresentação, com belíssimas fotografias,  estava sendo projetada no telão. Passaram-se 10 segundos. Uma imagem, mais outra, as pessoas todas começaram a se olhar, um ponto de interrogação pairava sobre a sala: cadê a música? Começou um burburinho. O fotógrafo impassível, mirando a projeção. As imagens, exuberantes, continuavam passando, uma a uma. Um  silêncio estarrecedor e quase sufocante. Confesso que foram os oito minutos mais longos da minha vida. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ninguém vai verificar o volume? Será que esqueceram de anexar a música? Deu algum erro? As caixas de som estão estragadas?&lt;/span&gt; Uma agonia surda instalou-se no ar por alguns instantes. Cochichos. Olhares furtivos. Pessoas inquietas nas cadeiras. Parecia que faltava alguma coisa. Aos poucos, todos começaram a se aquietar. Até o final da apresentação, o silêncio tornou-se absoluto.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Faltava mesmo alguma coisa. Tão acostumados estamos ao som que não nos entregamos por inteiro aos nossos outros sentidos. Não conseguimos mais apreciar uma sequência de belas imagens atentando-se apenas a visão que, no caso de uma foto, é o que realmente importa. Me assustei muito com o desconforto coletivo mas, principalmente com o meu próprio desconforto.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Por que a gente não se permite mais ficar em silêncio? É como se a nossa vida tivesse que ser preenchida por sons em todas as lacunas. Como se as lacunas precisassem ser todas preenchidas deliberadamente. Como se o silêncio fosse uma falta e não um ganho. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não é que eu pense que a vida não precisa de som. Talvez precise apenas de sons mais verdadeiros. Talvez existam sons dentro de nós lutando para se tornarem audíveis frente a esse caos que se instalou aqui do lado de fora. &lt;br /&gt;Talvez os sons que a gente anda escutando não sejam aqueles que verdadeiramente queremos e precisamos escutar. Porque precisamos de mais fúria. Fúria para fazer nossas próprias escolhas. Para ter o poder de decidir o que ouvir ou o que dizer. Aquilo que verdadeiramente importa. Nem que seja o próprio silêncio. Fúria para escolher os próprios sons.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Este blog nada mais é do que um acesso de fúria. Nada de postagens diárias. Nada de postagens supérfluas. Nada de agenda setting. Nada de muito importante no meio da gritaria incessante do dia-a-dia. Apenas a fúria contida nos meus silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Qual é a ameaça contida no silêncio? Ou qual é o som que não suportamos ouvir para precisar cobri-lo com o ruído ininterrupto de nossa voz? Vivemos com muito som e pouca fúria” Eliane Brum&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803529770880049630-5208766200629362612?l=muitosomepoucafuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/feeds/5208766200629362612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803529770880049630&amp;postID=5208766200629362612' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5208766200629362612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803529770880049630/posts/default/5208766200629362612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muitosomepoucafuria.blogspot.com/2008/07/muito-som-e-pouca-fria.html' title='Muito som e pouca fúria'/><author><name>Pâmela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16281900939931355558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_QbpDVoW1d0s/SI-mILyUzMI/AAAAAAAAAA0/RPLDamawp6I/S220/DSC03501-corte+pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
